Mais impostos chegando aos eletrônicos
O Governo Federal editou medida para o aumento de tributos e taxas sobre mais de 1000 (mil) produtos eletrônicos.
HARDWARES
2/26/20262 min read


Publicado no dia 5 de fevereiro de 2026, a resolução CEGEX 852/2026, aumentou e muito a cobrança de impostos sobre produtos eletrônicos nos mais diversificados segmentos. Aqui nos ateremos aos que incidem sobre os computadores e afins.
Enquanto os brasileiros pulavam carnaval, o governo implementou as novas taxas, o que a partir de março de 2026 elevará e muito o preço dos hardwares. A medida de aumento de imposto, foi feita, segundo o Governo Federal, para estimular e proteger a indústria de eletrônicos brasileira.
A tabela demonstra que alguns componentes poderão chegar a 50% mais caros. Mas como assim se o maior aumento foi de 18%? Simples. Na cadeia produtiva brasileira, os componentes são importados na sua maioria e o produto final é montado no Brasil. Desta forma, o aumento de preços na importação desencadeia efeito cascata chegando a até 50% mais caro ao consumidor, tudo depende da cadeia de produção, distribuição e venda.
Como dito anteriormente, a indústria brasileira não produz os componentes eletrônicos, apenas monta o que é importado. Isso na melhor das hipóteses. Para os hardwares, não há produtoras nem montadoras nacionais, o que nos leva a pensar que a medida não tem a quem proteger. Para aqueles que pensam em montar uma fábrica de componentes, fica uma triste notícia: o Brasil não tem qualquer condição tributária ou tecnológica para montar uma. Ou seja, não há defesa ao parque industrial brasileiro, apenas mais cobrança de impostos e arrecadação tributária.
Com isso, a aquisição a partir de março de 2026 ficará mais caro. Seu upgrade ou aquisição de videogames e jogos também ficará mais difícil, com o pretexto da proteção a indústria nacional. A crise de memórias acabou de ser intensificada a nível Brasil e pode piorar ainda mais. Os componentes que já estavam caros, a princípio, manterão seus preços de acordo com os estoques dos fornecedores e seus efeitos começarão a ser sentidos a partir de meados de março e início de abril.



