DLSS5 realidade ou ilusão
O arquivo foi vazado porém a que taxa de ganhos
HARDWARES


O DLSS 5 chega com uma proposta ambiciosa: usar renderização neural guiada por IA para melhorar iluminação, sombras, materiais e detalhes como pele, cabelo e vegetação. Na prática, a tecnologia tenta aproximar os jogos de uma apresentação cinematográfica, complementando a rasterização e o ray tracing tradicionais.
Nas placas GeForce RTX 50, o DLSS 5 utiliza os Tensor Cores da arquitetura Blackwell e funciona localmente na própria GPU. A NVIDIA afirma que o recurso pode operar em até 4K e já está disponível para toda a série RTX 50 em jogos compatíveis, como NBA 2K27.
O ganho visual pode ser significativo, principalmente em jogos com ray tracing e iluminação complexa. Porém, é importante não confundir o DLSS 5 com uma tecnologia que simplesmente aumenta o FPS. A nova etapa de renderização também tem um custo computacional considerável.
Em um teste independente com a RTX 5070 Ti, por exemplo, o desempenho caiu de 224 para 86 FPS em 1440p, uma redução de aproximadamente 60%. Em 4K, a queda foi de 166 para 44 FPS, cerca de 70%. Ou seja: a imagem fica mais refinada, mas o jogador pode perder boa parte da fluidez.
Nas RTX 5090 e RTX 5080, o maior poder de processamento ajuda a esconder esse impacto. Ainda assim, em resoluções altas, o DLSS 5 parece fazer mais sentido para quem prioriza qualidade visual e joga com uma margem confortável de FPS. Para monitores de alta taxa de atualização, a perda pode ser difícil de justificar.
Aqui a situação é ainda mais delicada. Oficialmente, o DLSS 5 foi desenvolvido para rodar nas GeForce RTX 50, aproveitando características específicas da arquitetura. Em placas RTX 40 ou RTX 30, soluções alternativas e mods podem até permitir resultados semelhantes, mas não oferecem o mesmo nível de integração, estabilidade ou eficiência.
O problema é que o custo de renderização pode derrubar o desempenho para níveis pouco práticos. Em placas mais antigas, ativar o recurso pode transformar uma experiência acima de 60 FPS em algo próximo dos 30 FPS — ou até menos em 4K com ray tracing. Nesses casos, a melhoria gráfica não compensa a queda absurda na fluidez.
Nas RTX 50, o DLSS 5 pode valer a pena para quem joga em 4K, usa ray tracing e prefere qualidade visual máxima. Já em placas mais fracas da própria série, como RTX 5070 e RTX 5060, é recomendável testar com atenção e observar não apenas a média de FPS, mas também os frametimes e possíveis travamentos.
Para GPUs anteriores, a recomendação é mais simples: não vale ativar por padrão. O DLSS tradicional, a Super Resolution e o Frame Generation continuam sendo opções mais equilibradas. O DLSS 5 é visualmente promissor, mas ainda cobra um preço alto demais em desempenho para ser considerado uma solução universal.

